Comecei hoje a editar o encontro de Lideranças Indígenas que ocorreu no passado mês de Julho no Festival de Inverno da UFMG, em Belo Horizonte.
Protagonizado pelos líderes de onze povos ( Tupinambá, Munduruku, Guarani Mbya, Guarani Kaiowa, Terena, Caiapó, Guajajara, Kaikang, Maxakali, Krenak, Tupi-Guarani ) oriundos de cinco diferentes regiões do Brasil, o encontro durou três dias, tendo resultado num Manifesto das Lideranças.
Minha intenção é fazer um vídeo* que toque nos principais pontos de debate da luta pela demarcação do território indígena, que tem vindo a agravar-se nos últimos anos, em consequência das perseguições dos fazendeiros aos índios, com a conivência da Polícia Militar. A questão da terra e do direito sobre ela é, claro, tão antiga quanto a nossa sede, e tem ganho contornos curiosos e paradoxais com as políticas desenvolvimentistas do Governo PT, que fazem a FUNAI (orgão oficial do Estado criado em 1967 para salvaguardar os interesses dos povos indígenas) depender do poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para quem deseja saber mais sobre esta questão, pode encontrar no ISA
e pode ler a Carta dos Aty Guasu Kaiowá e Guarani ao Governo Federal e ao Judiciário, e o interessante debate sobre o fenômeno de solidariedade que ela provocou nas redes sociais e na sociedade brasileira, analisado aqui por várias personalidades, a convite da jornalista Eliane Brum
ou o Relatório de Violência contra os Povos Indígenas do Brasil 2013, lançado há mais de 20 anos pelo Conselho Indigenista Missionário, que condensa números, episódios e análises sobre as violências sofridas pelos povos indígenas brasileiros durante o ano.

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