ontem a presidente Dilma foi reeleita por uma margem muito curta, como sabemos, em relação ao candidato Aécio Neves, do PSDB, partido fundado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se diz de centro-esquerda, adepto de um "liberalismo social". Depois de uma campanha super disputada, em que vimos ódios regionalistas exacerbados, principalmente contra os nordestinos que votaram pela continuação do assistencialismo do PT que tirou a região do mapa da fome, coxinhas loucas falando que vão emigrar para os EUA, diferenças de "estilo" espelhadas em vídeo na rede, como por exemplo neste das últimas manifestações da campanha em Belo Horizonte, fala-se agora em desunião, num país dividido, que Dilma terá de governar com muito jogo de cintura e nova diplomacia. Infelizmente não percebo nada de diplomacia, por isso não posso comentar se acho que ela tem hipótese, se não.
Enfim, fiquei pensando nisto outra vez depois de ver o último vídeo do canal de humor Porta dos Fundos, em que um fulano assaltado pela culpa de ter votado em Pezão, pede pra justificar seu voto junto à banca. Pezão foi o candidato vencedor a governador do Estado do Rio de Janeiro, naquela que foi a quarta maior coligação do país, com a participação de 18 partidos... Então, talvez a culpa do eleitor seja proporcional à dimensão da representação possível que ele pode obter/dar através desta eleição.
também suponho que este blog não existe para isso.
depois da palestra-doação ao Museu Encantador de André Lepecki no sábado, e do resultado das eleições, eu estava a pensar no problema eterno da auto-estima, que o homem para ser livre tem de saber antes de mais cuidar-se, permitir-se, aturar-se, e estava a pensar na auto-estima individual e na auto-estima de um país, relacionando-a com esta ideia que ele fala do Passado, de que é "preciso redimir os erros do passado", ao invés de pensar e apontar para um futuro otimista, que ninguém sabe qual é.
Enfim, fiquei pensando nisto outra vez depois de ver o último vídeo do canal de humor Porta dos Fundos, em que um fulano assaltado pela culpa de ter votado em Pezão, pede pra justificar seu voto junto à banca. Pezão foi o candidato vencedor a governador do Estado do Rio de Janeiro, naquela que foi a quarta maior coligação do país, com a participação de 18 partidos... Então, talvez a culpa do eleitor seja proporcional à dimensão da representação possível que ele pode obter/dar através desta eleição.
Talvez a democracia sirva as metáforas de um pé:
Luiz Fernando de Souza é mais conhecido como Pezão, devido ao fato de calçar 47,5. “Tinha dificuldade quando era moleque. Eu achava o melhor sapato maior e botava no pé. Era uma tragédia. Eu estourava os meus sapatos. Nem sabia quanto calçava” “Eu era goleiro, e as pessoas falavam que eu agarrava com o pé. Diziam que era só eu abrir os pés que já fechava o gol”, diverte-se. “Nunca me importei com o apelido. Hoje, ninguém sabe quem é Luiz Fernando”.Em janeiro de 2011, na Região Serrana, a mais afetada pelas enchentes e deslizamentos de terra no Rio de Janeiro, Pezão estava vistoriando a região com sapatos cobertos de lama ao lado da presidente Dilma Rousseff. Ela perguntou ‘Pezão, você não veio de bota?’, ele respondeu que não tinha bota com seu número. Ela disse que na Petrobrás tinha e lhe deu dois pares.
Depois de saber o resultado pela televisão, saí à rua com minha câmara para filmar, com vontade de ir ver o trio elétrico na Lapa, curiosa com os ânimos. Mas estava se instalando uma chuva meio chata, e eu estava cansada das noitadas do fim-de-semana, pelo que fiquei tomando um chop no café da esquina. Tudo o que filmei foi a reação deste grupo do sul, de Florianópolis, de passagem na cidade.
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