Hoje, numa troca de e-mails a propósito do "Beijinho no Ombro" da Valesca Popozuda (a funkeira que veio contribuir recentemente para o debate sobre a utilização do funk em sala de aula...) me enviaram este vídeo, que achei engraçado... trata-se da sua "rival" Anitta, outra funkeira carioca de sucesso, em Portugal, no programa 5 para a Meia-Noite, ensinando a coreografia do seu hit O Show das Poderosas.
Língua
domingo, 31 de agosto de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
Carioca, Moleque Transante
Pensando na conversa que tive com dois conhecidos no Arco-Íris da Lapa,
às vésperas de viajar para Lisboa, em que falávamos de como o Rio é essa
cidade libidinal, à flor da pele, em que os encontros sempre
acontecem fora de casa, no exterior, e as
conversas não se aprofundam nunca... e de como isso pode ser irritante e
paradoxalmente libertador.
Agustina
Hoje vi finalmente o documentário que já queria ver há algum tempo sobre uma das minhas escritoras portuguesas preferidas: "Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança", com este título que coincide com a pueril sagacidade da autora, me lembrou também o célebre texto do Woody Allen em que ele descreve a vida de trás para a frente.
O filme, apesar de não ter gostado do tom das leituras ou de alguns planos mais clichê, tem o mérito de nos trazer histórias engraçadas pela voz de algumas personalidades que conviveram com ela, contribuindo para um retrato de uma mulher extraordinária, ao mesmo tempo simples e enigmática, que abalou a alta sociedade portuense nos anos 40 quando decidiu procurar casamento através de um anúncio no jornal.
E que diz de si própria: "Não me levo muito a sério. É a melhor maneira de viver. Aquele que se leva a sério está sempre numa situação de inferioridade perante a vida."
Aqui a interessante entrevista que deu em 2002 à jornalista Anabela Mota Ribeiro no DN:
Quando diz que o sucesso é menos importante do que um vestido bonito, é sinal de que tipo de vaidade?
Não sei. O vestido bonito pode ser uma forma de paladar. O sucesso é
menos importante do que uma boa lagosta com maionese que, em geral,
ninguém sabe fazer.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Dolores Duran - A Banca do Distinto
Ella Fitzgerald, durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, nos anos 1950, foi à boate Baccarat especialmente para ouvir Dolores e entusiasmou-se muito com a sua interpretação.
Hoje falámos deste livro, que recomendo, " A História do Medo no Ocidente", de Jean Delumeau, publicado pela Companhia das Letras, e à venda por 35 R$.
“Não temos historia do amor, da morte, da piedade, da crueldade, da
alegria.” A queixa do historiador Lucien Febvre, em 1948, muito repetida
desde então, tornou-se quase um manifesto da disciplina que se
convencionou chamar a “história das mentalidades”. Uma das lacunas que o
fundador da escola dos Annales deplorava foi preenchida pela História do
Medo no Ocidente, obra de 1978 e já hoje um clássico.
1. O que a distinção entre medo e covardia fala do processo de transformações sociais e políticas no Ocidente?
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Hoje na aula de Antropologia das Emoções, a propósito do livro "O Cultivo do Ódio" do historiador Peter Gay, falámos do Mensur, um duelo ritualístico praticado com o sabre desde o séc. XIX nas universidades alemães, pela maioria das associações de estudantes.
Gay analisa o carácter ambivalente, destruidor e construtivo dos impulsos da agressão moderna:
"Os humanos, animais beligerantes que são, cultivam seus ódios porque obtêm prazer com o exercício de seus poderes agressivos. Mas as sociedades em que eles vivem cultivam o ódio precisamente de maneira oposta, sujeitando a agressão na maior parte de suas formas a um controle estrito; elas puxam as rédeas da violência antes que ela destrua tudo."
O Mensur proibe a esquiva corporal, e pratica-se com o corpo completamente imóvel, só o braço armado tem direito aos movimentos. O adversário não deve ser golpeado senão no rosto, no qual apenas os olhos são protegidos por óculos.
O professor falou que antropólogos famosos praticaram o Mensur, e tinham a sua cicatriz no rosto, como Franz Boas ou Max Weber.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Decidi fazer este blog, em trânsito entre Lisboa, onde nasci, e o Rio
de Janeiro, onde moro, porque nunca tive um blog, e gosto de inaugurar
coisas na vida, por princípio, e para os meus amigos não se perderem de
mim. Será que os meus amigos se perdem de mim?
Gosto do som que fazem os cães da minha mãe brincando no soalho
Ano passado a poeta Júlia Hansen me desafiou a escrever no seu blog sobre esse ano, numa altura em que minha mãe mudava para a casa de meu pai na costa, do outro lado do rio Tejo:
Essa ponte que a gente atravessava depois de vir da praia, e depois de passar o fim de semana andando de patins na garagem, é a mesma que revejo nos slides da casa, ainda sem a estrutura para o comboio em que vim agora
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