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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Eduardo Berliner

Gostei de conhecer este pintor carioca, nascido em 1978, que teve sua primeira individual ano passado aqui no CCBB.

Diariamente, por volta de dez da manhã, Eduardo Berliner deixa a casa onde mora, no Humaitá, e caminha rumo ao ateliê, um pequeno sobrado em Botafogo, onde fica até seis ou sete da noite. Quando não segue esse roteiro básico, o artista diz sentir o mundo “acolchoado”:
— Quando pinto, crio atritos.
Sua pintura é formada em parte pelo que vê — muitas vezes nas caminhadas até o ateliê — em parte pelo que imagina.
— Tem dias em que só olho o mundo. Não tenho um assunto. Posso pintar uma cebola (aponta uma pequena tela no chão do ateliê) ou um limão (mostra uma aquarela na parede do sobrado). Quando estou desenhando, nem sempre vejo de onde vem (o trabalho). Às vezes, os desenhos e pinturas me ajudam a lidar com minhas inquietações e ansiedades e, portanto, é natural que não sejam amenas. Lido com o que nem sei o nome.








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