Hoje fiquei agradavelmente surpreendida com a reação do chaveiro aqui da esquina, que contrariando a bonomia habitual do brasileiro, para quem está sempre tudo bem e recomenda-se, me falou que está de saco cheio das pessoas que lhe pedem informações, sobre os números das portas, os transportes, as comidas, ou o que quer que seja. Eu, enquanto esperava a cópia da minha chave para dar à minha amiga Ana que chega hoje de Portugal, me diverti a ver o caderno de sua autoria com os avisos ao longo do tempo defendendo esse seu princípio
Ele me contou, com o desprezo de quem tem de lidar diariamente com
tamanha burrice, todavia incrédulo, que há pessoas que de vez em quando
lhe pedem para fazer "metade da chave", e que uma vez lhe perguntaram:
"você precisa da chave original pra fazer uma cópia?" 





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