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sábado, 30 de agosto de 2014

Agustina

Hoje vi finalmente o documentário que já queria ver há algum tempo sobre uma das minhas escritoras portuguesas preferidas: "Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança", com este título que coincide com a pueril sagacidade da autora, me lembrou também o célebre texto do Woody Allen em que ele descreve a vida de trás para a frente. 


 
filme, apesar de não ter gostado do tom das leituras ou de alguns planos mais clichê, tem o mérito de nos trazer histórias engraçadas pela voz de algumas personalidades que conviveram com ela, contribuindo para um retrato de uma mulher extraordinária, ao mesmo tempo simples e enigmática, que abalou a alta sociedade portuense nos anos 40 quando decidiu procurar casamento através de um anúncio no jornal. 

E que diz de si própria: "Não me levo muito a sério. É a melhor maneira de viver. Aquele que se leva a sério está sempre numa situação de inferioridade perante a vida."

Aqui a interessante entrevista que deu em 2002 à jornalista Anabela Mota Ribeiro no DN:

Quando diz que o sucesso é menos importante do que um vestido bonito, é sinal de que tipo de vaidade?
 
Não sei. O vestido bonito pode ser uma forma de paladar. O sucesso é menos importante do que uma boa lagosta com maionese que, em geral, ninguém sabe fazer.

 

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