Hoje na aula de Antropologia das Emoções, a propósito do livro "O Cultivo do Ódio" do historiador Peter Gay, falámos do Mensur, um duelo ritualístico praticado com o sabre desde o séc. XIX nas universidades alemães, pela maioria das associações de estudantes.
Gay analisa o carácter ambivalente, destruidor e construtivo dos impulsos da agressão moderna:
"Os humanos, animais beligerantes que são, cultivam seus ódios porque obtêm prazer com o exercício de seus poderes agressivos. Mas as sociedades em que eles vivem cultivam o ódio precisamente de maneira oposta, sujeitando a agressão na maior parte de suas formas a um controle estrito; elas puxam as rédeas da violência antes que ela destrua tudo."
O Mensur proibe a esquiva corporal, e pratica-se com o corpo completamente imóvel, só o braço armado tem direito aos movimentos. O adversário não deve ser golpeado senão no rosto, no qual apenas os olhos são protegidos por óculos.
O professor falou que antropólogos famosos praticaram o Mensur, e tinham a sua cicatriz no rosto, como Franz Boas ou Max Weber.


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