Língua

sábado, 18 de julho de 2015

à beira do milagre

Outro dia fui no lançamento do livro Vai Brasil da Alexandra Lucas Coelho, e pude finalmente conhecê-la!... Achei-a talvez mais magra do que imaginei. Gostei da sua atenção cuidadosa, que se desdobrou em muitas caras e vozes ao longo da noite sem nunca perder a curiosidade, e gostei da dedicatória que me fez no romance que acabei por comprar, "A noite roda." Acabámos a noite falando de ayuaska, porque a minha amiga Daniela tinha feito o ritual com o mesmo "guia" que ela, e dos árabes no Brasil, que parece que são menos em número afinal do que se diz. Gostei de saber que ela esteve em São Gonçalo do Rio das Pedras, lugarejo no interior de Minas onde estive hospedada em 2008, e do qual guardo uma memória muito especial. Além do frango caipira da senhora da casa onde fiquei, da estrada de terra, foi lá que eu achei a cachaça Chora Rita, que deixou de ser fabricada nesse mesmo ano, e que inspirou meu website.

nessa entrevista recente de Alexandra, gostei da forma como ela fala do Rio de Janeiro:
Sobre essa alegria que virou clichê, quem mora no Rio sabe que ela vem do fundo da tristeza. Da opressão da violência. Sendo uma alegria que vem tão de baixo, é quase como se o Rio fosse uma cidade extra-humana. Eu vejo o Rio como um milagre humano. A cidade é uma prova de como continuar a ser humano.

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